This is a msg from a non muslim that i saw in one site and i loved:
I am not Muslim, but have quite a few Muslim friends and I know enough overall about this religion to know that it is based off of a peaceful nature and directs people towards being kindhearted. So, for those of you who disprove of what this woman is wearing I think it best if you yourself remember your religious values (or if you don't have a religion morals at least) before you start saying hateful things. Everyone has a right to express their opinion please just do it w/ class and kindness. My personal opinion is that this is a great message to spread to naive people who hate on this religion because it is linked to terrorist attacks (yet ignore the fact that all religions went wrong somewhere due to being used for justification of violent acts.) People who practice Islam are just like the rest of us they deserve a spot in the media and equal rights as well as the right to publicly support their beliefs.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As Origens do Uso do Véu:

      Apesar de não ser a intenção deste site entrar em confronto com os
      ensinamentos de outras religiões, muitas vezes abordá-los parece
      inevitável para o esclarecimento de um determinado ponto, principalmente
      considerando que o Brasil, como qualquer país do Ocidente, é influenciado
      pela cultura judaico-cristã que funciona como referência inconsciente na
      análise de informações.

Sendo assim, é interessante analisar os textos dos Livros Sagrados que originaram a obrigatoriedade do uso do véu.  
      No caso do Judaísmo é importante ressaltar que a prática religiosa judaica
      não se baseia somente no Torá, ou Pentateuco do Velho Testamento, como
      pensa a maioria dos brasileiros.  A Bíblia hebraica ("Tanach") é
      constituída do Torá (Pentateuco), Nebiim (literatura profética) e Ketubim
      (outros escritos). O Judaísmo contemporâneo é derivado do movimento
      rabínico dos primeiros séculos da Era Comum na Palestina e Babilônia e é
      chamado de Judaísmo Rabínico.
      Os rabinos consideram que Deus revelou a Moisés um Torá duplo. Em
      acréscimo ao Torá escrito, Deus teria revelado um Torá oral, chamado
      "Mishnah". O estudo do "Mishnah" gerou dois Talmudes que são os
      comentários relacionados aos ensinamentos do "Mishnah". Os escritos
      rabínicos também incluem comentários sobre o "Midrashim" (Escrituras) e
      várias traduções aramaicas do Pentateuco e outros livros.
      No Judaísmo o estudo do Torá se refere ao estudo de toda esta literatura e
      não simplesmente ao Pentateuco, sendo um erro considerar o Judaísmo
      simplesmente como a religião do Velho Testamento.
      No movimento judaico conhecido como "Hassidismo" a cobertura do cabelo da
      mulher casada, prática chamada de "kisui harosh" é fundamental como parte
      do conceito de "tzinius", palavra que tem os significados simultâneos de
      modéstia, santidade e pureza. A aceitação da idéia de cobrir ou não os
      cabelos após o casamento é considerada como determinante na escolha da
      esposa, sendo recomendado que aquela que mencionar sua intenção de não
      cobrir os cabelos após o casamento seja descartada como possível escolha.
      É considerado que a mulher que cobre os cabelos traz bênçãos e sucesso
      para si mesma, seu marido, filhos e até netos e a sua recusa em cobri-los
      acarretará o oposto, desgraça e tristeza, para estas pessoas. Sendo assim,
      é altamente recomendável que a mulher judia pertencente a esta denominação
      judaica use "sheitel" (peruca), sendo esta preferível ao lenço, na opinião
      dos rabinos, por ser mais difícil de ser retirada em público. Existe o
      temor de que a mulher se sinta tentada a colocar o lenço de uma forma que
      a deixe com aparência mais moderna, mostrando parte de seu cabelo ou até
      que o retire totalmente em alguma atividade social, atitude que é
      dificultada pelo uso da peruca. Entretanto, se o lenço for usado de
      maneira correta, sem que nenhum fio de cabelo fique à mostra, seu uso é
      permitido.
      Em outras comunidades judaicas ortodoxas também é possível encontrar véus
      disponíveis na entrada da sinagoga para que as mulheres casadas cubram
      seus cabelos antes de entrar para participar de cerimônias religiosas.
      Além disso, mesmo entre os judeus não-ortodoxos a mulher judia tem que
      usar um véu ao acender as velas para o início do "sabbath", o "dia de
      descanso" judaico.
      A razão para restringir o uso do véu apenas às mulheres casadas é baseada
      no entendimento de que cobrir os cabelos é uma punição pelo pecado
      cometido por Eva, que fez com que seu marido, Adão, se rendesse ao pecado.

      No Cristianismo o uso do véu também é adotado até hoje e pode ser
      observado de maneira mais óbvia na vestimenta das freiras. O interessante
      entretanto é observar as reações completamente opostas em relação à uma
      freira e à uma muçulmana. Afinal de contas, não existe uma diferença
      significativa entre a roupa usada por uma e por outra.
     
Então por que os não-muçulmanos associam a roupa da muçulmana com
      submissão, “burrice”,  infelicidade e opressão e a da freira  com
      demonstração de fé? Por que a freira merece respeito e consideração e a
      muçulmana  desprezo e  ironia? Será que é mesmo uma questão de vestimenta
      ou é puro preconceito e desinformação? Fiz esta pergunta uma vez e recebi
      a seguinte resposta: “é porque as freiras se vestem daquela forma por
      obediência a Deus e as muçulmanas por obediência aos homens”.  Será 
      mesmo?

      O Uso do Véu no Conceito Cristão:
      Lê-se no Novo Testamento:
      “...Toda mulher que reza ou profetiza de cabeça descoberta, desonra a sua
      cabeça; é como se estivesse de cabelo rapado. Por isso,  se a mulher não
      quer por o véu, que corte os cabelos. Mas, se é desonroso à mulher ter os
      cabelos cortados ou rapados, que ponha o véu.
      O homem não deve cobrir a cabeça porque ele é a imagem e o reflexo de
      Deus; a mulher, no entanto, é o reflexo do homem. Por que o homem não foi
      tirado da mulher, mas a mulher do homem. Nem o homem foi criado para a
      mulher, mas a mulher para o homem. Por isso a mulher deve usar na cabeça o
      sinal de sua dependência, por causa dos anjos.” 
      (Coríntios: 3 vvs. 3 – 10).
      
      O Uso do Véu no Conceito Islâmico:
             Lê-se no Alcorão:
      “...Dize às crentes que recatem seus olhares, conservem seus pudores e não
      mostrem seus ornamentos, além dos que (normalmente) aparecem; que cubram o
      peito com seus véus e não mostrem seus ornamentos a não ser a seus
      esposos, seus pais, seus sogros, seus filhos, seus enteados, seus irmãos,
      seus sobrinhos, às suas mulheres, suas servas, seus criados livres das
      necessidades físicas ou crianças que não atingiram a puberdade; que não
      agitem seus pés para que chamem a atenção sobre seus ornamentos ocultos. Ó
      crentes, voltai-vos todos, arrependidos, a Deus, a fim de que vos
      salveis!” 
      (Alcorão: surata 24, versículo 31).
      
      Enquanto no texto do Novo Testamento o uso do véu tem uma ligação clara e
      direta com a submissão ao homem, no texto corânico tal ligação nem ao
      menos é sugerida.
É um dever religioso e prova de obediência a Deus. Além
disso, a idéia de que Eva pecou sozinha não é aceita no Islã. Na verdade o
Alcorão diz que ambos, Adão e Eva, pecaram e que ambos foram perdoados.
     
No Islã ninguém é responsável pelos erros ou pecados de outros e não
existe a noção de transmissão de uma punição de uma geração para outra.
Portanto, o conceito de Pecado Original e de que toda a Humanidade estaria
sendo punida pelo pecado cometido por Adão e Eva, simplesmente não tem
lugar nos ensinamentos islâmicos. Da mesma forma não é concebível no Islã
que alguém seja sacrificado para expiar os pecados de outros ou de toda a
Humanidade.

      Considerando que os cristãos  crêem que a Bíblia é a palavra de Deus, como
      podem reconhecer que alguém tenha autoridade para aboli-la, alterá-la ou
      reeditá-la quando seus ensinamentos supostamente "caem em desuso" ou ficam
      "fora de moda" ? Além disso, por ocasião da visita do presidente Fernando
      Henrique Cardoso ao Vaticano no ano de 1998, todas as mulheres de sua
      comitiva, inclusive a Primeira Dama d.Ruth Cardoso, tiveram que usar véus
      para serem recebidas pelo Papa. O mesmo ocorreu durante a visita do Rei
      Abdallah e da Rainha Rania da Jordânia, posterior à de Fernando Henrique
      Cardoso. A rainha Rania,  normalmente não usa o "hijab", embora seja
      muçulmana, mas colocou um véu para ser recebida pelo Papa.
      O condicionamento do uso do véu para a audiência com o Papa é uma prova
      viva de que o véu continua sendo obrigatório dentro do Cristianismo e
      anula o argumento cristão de que a indicação bíblica para seu uso se
      restringe à presença da mulher nas cerimônias religiosas. Embora o
      Catolicismo não seja o representante de toda a Cristandade, detém a
      parcela majoritária em termos de adeptos do Cristianismo, sendo que no
      Cristianismo Ortodoxo o uso do véu também continua válido para as mulheres
      durante o culto religioso.

      Além disso, correntes Protestantes adotam comportamentos diferentes em
      relação ao uso do véu. Estes comportamentos variam desde a atitude de
      simplesmente ignorá-lo, passando pela idéia de que o véu deve ser
      substituído pela adoção de cabelos longos que atuam como véu (o que no
      final das contas implica em reconhecimento do conceito de véu), pela
      recomendação de seu uso durante as cerimônias religiosas,  chegando até a
      consideração do véu como obrigatório em qualquer situação.

      De modo geral, o uso do véu no Cristianismo parece ter sido negligenciado
      devido, em grande parte, ao temor de perder adeptos (ou adeptas).
       Sendo assim, me parece que a aversão ao véu islâmico reflete uma
      associação inconsciente ao conceito de véu no contexto bíblico. 
É de certa forma compreensível que a mulher ocidental, de cultura judaico-cristã, tenha decidido se descobrir como símbolo de sua independência, mas parece terem decidido agora  “cobrar” das muçulmanas a adoção deste mesmo simbolismo. Ou seja, querem que as muçulmanas também se descubram, como símbolo de “independência”, ignorando que tal ato simplesmente não tem eco no Islã .
      
Infelizmente, muitas muçulmanas que se dizem modernas,  adotam esta
postura. Outras, só passam a usar a vestimenta islâmica após o casamento,
dando a impressão de que existe alguma vinculação entre o uso do  véu  e a
 “honra” do marido. E outras simplesmente o usam por tradição cultural,
abandonando-o assim que chegam a um país onde o Islã não é majoritário,
alegando que afinal, naquele determinado país “ninguém se veste assim”.
      
      

4 comentários:

  1. Olá, sou membro de uma igreja em obra de restauração e lá as mulheres fazem uso do véu para orar e profetizar com base em 1 Coríntios 11.
    Como pode ser visto neste vídeo feito por mim - http://www.youtube.com/watch?v=vY55tNSisls

    ResponderEliminar
  2. Olá, acabei de ver o seu video.
    O que o senhor fala eu já conheço pq eu andei na igreja quando era adolescente.
    ...
    Mas uma coisa que eu não concordo, no final o senhor diz sobre um tipo de véu ser costumeiro (costume) e outro "douttrineiro".
    No islão as mulheres usam o véu pq Deus mandou e não por um costume.

    ResponderEliminar
  3. No islão a mulher usa o véu por Deus, no cristianismo e judaismo para alem do hinduismo.... a mulher usa o véu por ser inferior ao homem.
    http://averdadeesquecida.blogspot.com/2011/05/as-finalidades-do-hijab.html

    ResponderEliminar
  4. Adelaide Monteiro, se a amada entende assim, amém.
    Minha intenção não é contender, apenas demonstrar as bases do uso do véu biblicamente falando.
    Paz

    ResponderEliminar